Teoria do não-objeto

 Teoria do não-objeto

    O não-objeto é uma síntese de experiências sensoriais e mentais, uma pura aparência.

Morte da Pintura

    Cada vez mais o objeto significado perde significação aos seus olhos e, em consequência disso, o quadro, como objeto ganha importância. Os quadros param de representar objetos para se tornarem objetos. A fase sintética tenta desapegar a pintura de toda contaminação com o objeto e o retorna ao signo (princípio). A tela se torna o novo objeto, porém as linhas impedem a destruição total do objeto.

Obra e objeto

    Obras passam a ser realizadas no espaço, sem quadros, telas ou molduras. Obra de arte e objeto se confundem. Pintura e escultura convergem para um ponto em comum, afastando-se cada vez mais de suas origens , tornam-se não-objetos.

Formulação primeira

    Começa a busca pela libertação da obra, para reencontrar aquele deserto onde a obra aparece livre de qualquer significação que não seja seu próprio aparecimento. Toda obra tende a ser um não-objeto, mas apenas as obras que se realizam fora dos limites convencionais das artes e que trazem o deslimite como intenção fundamental, o cumprem.

Quase objeto: representação de um objeto real.

O não-objeto, portanto, tenta fugir dos limites que antes eram impostos as artes, esculturas e objetos em geral. Para isso ele se livra dos limites físicos impostos aos objetos e às representações, passando a ser completo por si só, sem o objetivo de representar nada ou de ter alguma funcionalidade. O não-objeto não é uma representação, mas uma presentação.

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